Há marketing perfeito? #37 se destaca com peças bonitas e inventivas
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Há marketing perfeito? #37 se destaca com peças bonitas e inventivas

Especialista em marketing destaca que a categoria deve se apropriar do que já lhe pertence: saúde

23 de março de 2021

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A edição #37 começou a circular em 12/02, além de trazer grandes reportagens sobre diversos assuntos atuais do setor nacional e internacional. O exemplar também tem chamado a atenção por conta da dedicação dos anunciantes em entregar peças bonitas e inventivas (veja aqui a Seafood Brasil #37).
 
Um dos principais destaques foi a peça da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), que trabalhou o conceito de realidade aumentada para expor uma questão importante ao setor. “Foi uma escolha para a gente poder comunicar um problema que já vem afetando o setor há bastante tempo. E, com os métodos tradicionais, vamos dizer assim, não percebemos a atenção da maneira como gostaríamos”, explicou o diretor-executivo da Abipesca, Christiano Lobo.
 
 
Conforme ele, a estratégia da Abipesca traz uma novidade para um problema antigo ao mostrar uma realidade que não existe. “A realidade que existe é a ausência do fishburguer, mas através da realidade aumentada a gente conseguiu demonstrar para os leitores [da revista] aquela realidade que outrora existiu e já não existe mais. Então, se a gente quisesse um fishburguer, seria somente no virtual onde tudo é possível, mas o que a gente deseja de fato é o real”, completou.
 
Lobo lembrou que, desde 2019, a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa), através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 329/2019, estabeleceu 702 aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em pescado e produtos de pescado. Essa RDC possibilita a produção de diversos novos produtos, como por exemplo para fishburguer. Contudo, quem regulamenta o desenvolvimento desses novos produtos é o Ministério da Agriucltura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que até hoje não realizou nenhum movimento para a regulamentação.
 
"Saúde: o marketing perfeito"
 
Especialista em marketing em agronegócio, autor e co-autor de 35 livros e professor do Master Science - Food & Agribusiness Management Audencia, José Luiz Tejon também elogiou a beleza dos anúncios da #37, mas ressaltou a falta do maior sentido e valor, que para ele, já é dado ao pescado: a saúde. "Peixe é sinônimo de saúde”, sublinhou.
 
Uma pesquisa de Tejon realizada sobre as percepções de carnes junto a consumidores da Cidade de São Paulo mostrou que os participantes, de forma totalmente espontânea, apontaram o item saúde como o grande atributo e diferencial da carne de peixe. “Recomendo que a categoria deve se apropriar do que já lhe pertence", frisou Tejon.
 
Para ele, agora em meio a uma pandemia, e daí em diante, o agronegócio se transformará num “Health System". Um sistema de saúde onde os alimentos cumprirão um papel não mais como coadjuvantes da saúde humana, mas protagonistas dessa nova consciência alimentar. “Sabor é o que precisa ser adicionado a carne do peixe. Como preparar um Health Taste [sabor de saúde] único”, completou.
 
Da mesma forma, segundo o especialista, ao marketing de pescado seria necessário desenvolver uma peça no ponto de venda e de degustação onde o peixe estivesse acessível, com os prazeres sensoriais: olfato, visão, tato, paladar e audição. “Como de maneira extraordinária, em um exemplo, teve a carne de frango com as assadeiras que se multiplicaram por todas as esquinas do País”, exemplificou.
 
E, que oportunidade, segundo o professor: alguém que crie imediatamente uma marca de peixe e invista na percepção associando pescado, saúde e sabor de saúde a sua marca e com isso gere um ativo “extraordinariamente valioso”. “Assim, como anos atrás a carne bovina não tinha marca e a JBS se apropriou da categoria com a Friboi, o peixe está aí nadando num oceano de oportunidades para um ótimo ‘brand’ [marca]. Pesca logo isso, pessoal!”
 
Por fim, como bom professor de marketing,Tejon lembra que a propaganda é a alma do negócio e sempre será. “Quem não conquista os corações não arrebata as mentes. Propaganda é arte comercial e quanto mais a arte tocar as almas humanas, construindo personagens para o consumidor, maior será o patrimônio percebido da companhia. A razão orienta, mas a emoção movimenta”, concluiu Tejon.
 

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