Pesqueiros se ressentem dos reflexos da pandemia
Pesca

Pesqueiros se ressentem dos reflexos da pandemia

Reportagem completa disponível na Seafood Brasil #38

09 de junho de 2021

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Na luta para se manter em operação, pesqueiros se ressentem dos reflexos da pandemia em pleno momento de ascensão de frequentadores nos últimos anos. Na gangorra do tempo, esses espaços que tiveram seu auge na década de 90 acompanhavam até 2019 aumento do número de frequentadores, com os locais investindo fortemente em estrutura, conexões gastronômicas, peixes maiores e espécies mais raras. Entretanto, como diria o poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra”. A pedra é uma pandemia com efeitos prolongados que conteve todos os planos de expansão do lazer peixeiro.
 
Os pesque-e-pague tiveram de se reinventar com a industrialização do setor a partir da década passada. Para o consultor Wagner Camis, no pré-pandemia o setor vivia um equilíbrio depois de anos em segundo plano como atividade de lazer. Ele vivenciou
a primeira época dos estabelecimentos do gênero em São Paulo, na década de 80. Desde a década de 90, Camis vem criando formas de trazer mais pessoas a estes locais e, não apenas como frequentadores, mas também como proprietários de pesqueiros.
 
Ele dá a esses estabelecimentos um protagonismo no desenvolvimento da aquicultura no Brasil. “Se você for fazer uma análise, na época, os pesqueiros eram os maiores compradores de produtos de aquicultura, pois não adiantava você ter um peixe de extrativismo e colocar no teu pesqueiro: esse peixe tinha que permanecer vivo”, relembra.
 
Então, em sua visão, o primeiro ponto que deu início e ajudou a alavancar a piscicultura foram os pesqueiros. “Isso permitiu também que o consumidor passasse a conhecer o peixe de aquicultura, já que o pesqueiro também era um meio de divulgação do setor”, falou. E assim o faz até hoje. Afinal, o pesqueiro de Camis, o Recanto Sol Nascente, em Jacareí (SP), é o principal destino da produção de sua aquicultura.
 
Ainda fazendo um paralelo com o passado, Milton Suzukayma, proprietário do Pesqueiro Pouso Alegre, em Ribeirão Pires (SP), conta que também começou sua história no setor justamente na época do surgimento dos primeiros estabelecimentos em São Paulo.
 
Para ele, o auge já passou e o que o setor vivia no pré-pandemia era considerado uma estagnação, justificada pela saturação na área.“A gente começou no início da moda de pesqueiros e havia poucos na região ainda. Mas hoje em dia, parece uma pizzaria. Em toda poça d’água tem um pesqueiro. Acho que a fase boa foi até 2008. Depois disso a gente vem sobrevivendo”. Camis avalia que muita gente já quebrou no caminho.
 
“O setor já teve seu boom, onde qualquer pessoa que tinha uma poça, abria pesqueiro, sem critério, simplesmente criando um modismo. Mas, houve uma quebra geral em todo o segmento”, falou.
 
Antes da pandemia chegar, os pesqueiros, em geral, já tinham as suas pedras pelo caminho. Na busca pela retomada, porém, as adversidades foram potencializadas pela crise sanitária.
 
Entre os entraves que dificultam o crescimento dos pesqueiros estão a alta do preço da ração; Fatores ambientais e climáticos (piracema, períodos de chuva e inverno); Sazonalidade; Investimento para melhorias dos locais e o alto custo de manutenção.
 
Mas no caminho dos pesqueiros não se encontram somente pedras. Há também muitas oportunidades para eles crescerem com hotelaria, gastronomia e lazer, fatores esses que hoje, influenciam muito quem opta por frequentar qualquer pesqueiro.
 
Estes são justamente os pontos que o recém inaugurado Recanto Sol Nascente, de Wagner Camis, está apostando para fisgar mais clientes na pós-pandemia. Após uma longa reforma, o local se tornou um “Pesqueiro Conceito”.
 
Saiba mais sobre como a pandemia impactou a retomada dos pesqueiros na reportagem disponível na Seafood Brasil #38 que pode ser encontrada aqui.
 
 
Créditos da Imagem: Centro de Pesca Taquari

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