Mais um ano da tilápia: produção da espécie cresce 12,5% em 2020
Aquicultura

Mais um ano da tilápia: produção da espécie cresce 12,5% em 2020

Conforme Anuário 2021 da Peixe BR, "Outras espécies" saltam 10,9%, mas produção de peixes nativos caiu 3,2% no período

22 de fevereiro de 2021

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2020 foi novamente o ano da tilápia. A produção da espécie saltou 12,5% no período, atingindo 486.155 toneladas (contra 432.149 t do ano anterior). Com o desempenho,o peixe consolidou-se ainda mais no cenário nacional. Já a sua participação na produção total de peixes de cultivo passou para 60.6%, em 2019 o número era de 57%, segundo o  Anuário 2021 da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) divulgados nesta segunda-feira (22/02).
 
A região Sul lidera a produção de tilápia no Brasil, com 44% do total (213.351 t). Entre os Estados,o destaque continua com o Paraná, com 166.000 t. O número é 135% a mais que São Paulo, o segundo colocado no ranking nacional.
 
O Brasil segue como o 4ª maior produtor de tilápia no mundo. Com esse crescimento, o país aproxima-se ligeiramente do Egito (3º), que em 2020 produziu 940 mil toneladas. Em 2019, a produção brasileira de tilápia equivalia a 48% da produção egípcia. Em 2020, representou 51,8%.
 
Produção de peixes nativos cai 3,2%
 
Os peixes nativos tiveram uma queda na produção em 2020, com  278.671 t. O número foi 3,2% menor que as 287.930 t do ano anterior: foram 9.259 toneladas a menos em um ano. Segundo a PeixeBR, uma série de fatores conjunturais impede a retomada de crescimento desse importante setor da piscicultura brasileira, que participa com 34,7% do total. 
 
O cenário de retração do segmento tem se repetido nos últimos anos. Em 2018, a produção de peixes nativos recuou 4,7%; em 2019 houve aumento de apenas 20 toneladas. Para a PeixeBR, o desempenho foi afetado pela a falta de investimentos nos principais Estados produtores e de regras ambientais claras em alguns, assim como as dificuldades de logística e problemas de comercialização que trabalharam em conjunto para atrapalhar a evolução do segmento.
 
Conforme Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR, a boa notícia é que no último trimestre de 2020 houve consistente recuperação dos preços pagos ao produtor, sinalizando alta tanto na produção de peixes nativos como na remuneração aos piscicultores em 2021. “Também é importante fortalecer parcerias entre os governos estaduais, a Secretaria de Aquicultura Pesca (SAP), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a pesquisa (Embrapa Pesca e Aquicultura) e o segmento produtivo”, destacou.
 
Para ele, somente a união de todos os agentes públicos e privados responderá às necessidades dos peixes de cultivo, um segmento extremamente importante para a piscicultura brasileira.
 
 
Todos os Estados brasileiros (exceção do Ceará) têm produção de peixes nativos, de acordo com o levantamento da Peixe BR. Essa presença nacional é um fator positivo para impulsionar o segmento nos próximos anos. 
 
Outras espécies saltam 10,9%
 
As outras espécies (carpa, truta e pangasius, principalmente) saltaram 10,9% em 2020. O destaque ficou com o pangasius, que ganha espaço na produção – especialmente na região Nordeste. Em 2020, estas espécies somaram 38.104 t contra 34.370 t de 2019.
 
Os Estados do Piauí e Maranhão tornam-se centros de produção cada vez mais importantes para o pangasius. 
 
Já as Carpas e trutas, mais presentes na região Sul, tiveram a produção estável em 2020. As espécies, apesar de representar a maior parcela das “Outras Espécies” estão relativamente estabilizadas. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os líderes na produção do segmento.
 
Créditos da imagem: Pixabay
 
 
 
 
 
 

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