São Paulo intensifica monitoramento na tilapicultura
No entanto, Estado alerta para o controle sanitário contínuo para garantir expansão sustentável
03 de março de 2026
O Governo de SP ampliou o monitoramento técnico e sanitário sobre o fluxo internacional de pescado e seus potenciais impactos na aquicultura paulista.
A iniciativa, de acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, ocorre em um momento de consolidação da tilapicultura no Estado, que se mantém como um dos principais polos produtivos do País - atualmente, São Paulo concentra uma estrutura industrial com 21 frigoríficos responsáveis por 86% do abate e mais de 12 mil tanques-rede operando em reservatórios.
De acordo com o órgão, o avanço da cadeia produtiva reforça a necessidade de preservação do status sanitário, considerado um dos principais ativos para a expansão do setor.
“São Paulo construiu uma cadeia de tilapicultura sólida e em expansão. Proteger o status sanitário da produção é garantir investimentos, segurança alimentar e condições para o crescimento sustentável do setor. Nossas equipes de sanidade e pesquisa são fundamentais para definir estratégias e soluções que permitam o avanço contínuo da cadeia”, destaca o secretário Geraldo Melo Filho. Neste contexto, o monitoramento considera a evolução do cenário internacional e as análises federais, como o processo de Análise de Risco de Importação (ARI) instaurado pelo MAPA.
Conforme o Instituto de Pesca (IP-APTA), a prevenção é determinante para a competitividade. “A introdução de enfermidades exóticas pode comprometer não apenas a produção, mas toda a estrutura industrial e os empregos associados à cadeia do pescado”, avalia a coordenadora Cristiane Neiva. Ainda neste cenário, a Defesa Agropecuária estadual faz questão de reforçar que o trabalho preventivo busca assegurar que a atividade continue se desenvolvendo com elevados padrões sanitários para produtores e consumidores.
O monitoramento dedica especial atenção à circulação internacional do Tilapia Lake Virus (TiLV), patógeno altamente letal que causa taxas de mortalidade de até 90% e já foi registrado na Ásia, África e Oriente Médio. Segundo o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, o vírus provoca mortalidade elevada e rápida disseminação. “Em regiões com grande concentração produtiva, como São Paulo, os efeitos sobre a produção e a indústria seriam expressivos”, alerta o dirigente.
Medeiros ainda destaca ainda que o modelo brasileiro exige vigilância redobrada. “Diferentemente de alguns países asiáticos que utilizam estruturas isoladas, o modelo brasileiro em reservatórios abertos exige vigilância constante e medidas preventivas robustas. Por isso, o controle sanitário na origem e o monitoramento do fluxo internacional são fundamentais”, ressalta Medeiros. E é justamente por esse motivo, o controle sanitário na origem e o monitoramento do fluxo internacional são considerados fundamentais para a segurança da cadeia.
Créditos da imagem: Seafood Brasil
aquicultura, Biossegurança, mercado de pescado, Peixe BR, Sanidade Animal, São Paulo, tilápia, TiLV







