Criação de peixes nativos registra queda pelo terceiro ano seguido
Aquicultura

Criação de peixes nativos registra queda pelo terceiro ano seguido

Segundo Anuário da Peixe BR, segmento totalizou 257 mil toneladas em 2025; Rondônia mantém liderança e Maranhão mostra recuperação

27 de fevereiro de 2026

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A produção de peixes nativos no Brasil encerrou o ano de 2025 com um recuo de 0,63%, totalizando 257.070 toneladas. Segundo dados do Anuário Peixe BR 2026, este é o terceiro ano consecutivo de retração para o segmento, que enfrenta desafios estruturais de mercado, logística e falta de uma infraestrutura industrial mais robusta para o processamento das espécies.

Para baixar o Anuário Peixe BR 2026, clique aqui. Já para ver o desepenho da geral da piscultura nacional e da tilápia, leia mais aqui e aqui.

Concentração regional e liderança de Rondônia

De acordo com a Peixe BR, a criação de espécies nativas, como o tambaqui e seus híbridos, segue fortemente concentrado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Rondônia permanece como o principal polo produtor do País, com 55.200 toneladas, apesar de ter registrado uma leve queda de 2,8% em seu volume anual.

Já o Maranhão, por outro lado, destacou-se positivamente com um crescimento de 9,5%, atingindo 42.700 toneladas e consolidando-se na segunda posição do ranking nacional.

Neste contexto, a lista dos cinco maiores Estados produtores de peixes nativos em 2025 é completada por:

>> Mato Grosso: 35.800 t (-3,2%)
>> Pará: 22.100 t (-1,8%)
>> Amazonas: 13.100 t (+0,8%)


Estratégias para a retomada do crescimento

Conforme a análise da Peixe BR, a reversão desse cenário de queda depende da modernização da cadeia e de novas abordagens mercadológicas. A falta de indústrias de processamento em regiões estratégicas dificulta a oferta de produtos com maior valor agregado, como filés e cortes padronizados, que possuem maior penetração no varejo do Centro-Sul.

O setor ainda aposta na valorização da identidade regional e em um apelo gastronômico mais agressivo para atrair novos consumidores. “A combinação de aprimoramento nos processos produtivos com novas estratégias mercadológicas pode ser um caminho para a retomada do crescimento", aponta o levantamento.

Além disso, a inserção de peixes nativos em programas de alimentação institucional, como a merenda escolar, é vista como uma oportunidade essencial para estabilizar a demanda e incentivar a produção na aquicultura nacional.

 

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Créditos da imagem: Seafood Brasil 

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