Varejo alimentar perde bilhões com desperdício de perecíveis
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Varejo alimentar perde bilhões com desperdício de perecíveis

Segundo estudo da Avery Dennison, a perda financeira equivale a um terço da receita das empresas da cadeia

13 de abril de 2026

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O novo estudo global "Making the Invisible Visible", conduzido pela Avery Dennison e divulgado em abril de 2026, aponta que o desperdício de alimentos na cadeia de suprimentos gera um impacto financeiro anual de US$ 540 bilhões no varejo alimentar global. A projeção do relatório indica que, até 2030, o valor total do desperdício na cadeia de suprimentos poderá ultrapassar o PIB de grandes economias, incluindo o Brasil.
 
Segundo o relatório, divulgado pela SAmais, a perda financeira equivale a um terço da receita das empresas da cadeia. O relatório foi produzido após pesquisa com 3.500 executivos, incluindo líderes brasileiros.
 
O Brasil foi um dos sete mercados estratégicos pesquisados, ao lado dos EUA, China e Japão. A volatilidade econômica brasileira tem causado dificuldades notórias para projeção de demanda, tornando o excesso de perecíveis nas gôndolas uma fonte de prejuízo. Segundo dados do estudo, 49% dos líderes brasileiros afirmam que o custo do desperdício aumentou nos últimos três anos. 
 
O estudo destaca que o varejo é o elo mais prejudicado pela pressão do desperdício no País. Enquanto a indústria produz buscando escoar os produtos, e o consumidor está mais atento sobre preço e frescor, o varejista absorve as perdas devido à falta de visibilidade sobre o desperdício interno.
 
Tecnologia como estratégia
 
A pesquisa da Avery Dennison indica que o desperdício deve ser tratado como um ativo inexplorado e não apenas como um custo inevitável. A principal solução proposta é o uso da identidade digital para eliminar pontos cegos operacionais, incluindo a aplicação de sensores que identificam onde ocorrem as perdas.
 
Esses dados alimentam modelos de inteligência artificial que possibilitam previsões de demanda mais precisas e gestão eficaz de estoques. Além disso, a adoção de materiais que retardam o amadurecimento e controlam a exposição ao etileno pode reduzir o desperdício entre 25% e 26%.
 
 
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Créditos da imagem: Canva

 
 
 

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