Semana do Pescado: indústrias têm alta de 18% e adesão de 70% das UFs
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Semana do Pescado: indústrias têm alta de 18% e adesão de 70% das UFs

18ª edição da campanha é auto-declarada “a maior e melhor da história”

17 de setembro de 2021

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Depois de sete meses de reuniões e preparativos, a 18ª Semana do Pescado de 2021 se encerrou oficialmente na quarta-feira (15/09) e os balanços preliminares apontam para a “maior e melhor campanha da história”, segundo a organização. Apesar de a ocorrência dos casos localizados no AM e PA da Doença de Haff terem prejudicado a venda de mercados públicos, o saldo foi positivo.  
 
Em média, entre as indústrias processadoras brasileiras, houve um incremento de 18% nas vendas em relação à Semana do Pescado de 2019. “O melhor de tudo é que isso nos anima a fazer algo muito maior em 2022”, destaca Eduardo Lobo, presidente da Abipesca, para quem a campanha foi a melhor dos últimos 18 anos.
 
“Com a maior integração nacional, conexão de Norte a Sul, de Leste a Oeste, de todos os Estados da União foi muito ampla, houve um empenho de toda a rede varejista.” Ele destaca ainda a transversalidade da campanha, com participação das principais entidades do setor, do governo, do setor privado e até de influenciadores digitais.
 
“A Semana do Pescado 2021 foi resultado de um trabalho coletivo de diversos elos ligado ao pescado, incluindo entes do governo, academia, terceiro setor, empresas privadas e públicas. O ótimo resultado deste ano foi a consequência de diversos anos de amadurecimento de espírito colaborativo para um bem maior”, declarou Roberto Imai, diretor do Deagro/Fiesp e membro do comitê organizador. 
 
Para Jéssica Feller, assessora de imprensa do Sindipi e integrante do comitê responsável pela comunicação, destaca a mobilização deste ano. “Conseguimos capilarizar a campanha e chegar a regiões e cidades a que nunca a campanha havia chegado antes”, sublinhou. “[Houve] a união do povo das águas e de todas as categorias trabalhando em prol do aumento do consumo e reconhecimento e da excelência da cadeia.”
 
Ex-ministro aponta dificuldades no varejo
O ex-ministro de Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolin, participou do comitê organizador da campanha e viu "forte engajamento". "Houve uma unidade em torno da Semana do Pescado.  Forte engajamento do setor produtivod a pesca e aquicultura, em um processo forte desde março. A parceria com a Abras, Abrasel e governos federal e vários Estados, Sebrae e CNA foi muito importante". Além disso, segundo ele, houve adesão de mais de 70% dos Estados. 
 
Entre as dificuldades, Gregolin apontou a falta de uma adesão maior do pequeno e médio varejo. Temos um envolvimento grande das grandes redes de varejo, mas as pequenas e médias ainda não. "Em segundo lugar, houve uma reclamação generalizada das empresas por conta das margens elevadas do varejo. Em um dos casos uma das redes praticou 80% acima do valor praticado na venda. O varejo precisa repensar isso se quer contribuir com o desenvolvimento e consolidação da cadeia do pescado no Brasil."
 
Grandes redes vendem até 30% mais
 
Tradicionais redes de varejo já relataram aumentos de 30% acima do ano anterior. Foi o caso do Carrefour, que oficialmente a tilápia e o salmão como itens líderes de venda e volume na campanha. "Já pudemos perceber que a ação foi um verdadeiro sucesso: constatamos um crescimento de 30% em relação a campanha de 2019. Se compararmos com à ação do ano passado, tivemos uma estabilidade, mas não podemos esquecer que 2020 é um ponto fora da curva por conta da pandemia e do fechamento de Food Service", disse Meg Felippe, diretora comercial de Peixarias do grupo.
 
Balanço das ações regionais 
O trabalho dos coordenadores regionais deu ainda mais velocidade na comunicação e resultados positivos da 18ª Semana do Pescado. “O nosso ‘cardume’ de participantes da campanha foi crescendo e, assim, pudemos ampliar a divulgação em vários municípios do Rio de Janeiro. Uma das iniciativas que chamou bastante a atenção foi a publicidade na Ponte Rio-Niterói, onde diariamente passam milhares de veículos. Muitas empresas nos procuraram interessadas em apoiar!”, conta Edineia Costa Santos, assessora da presidência do Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saperj), com sede em Niterói.
 
Como a parceria de empresas e associações, entre elas a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o sindicato alcançou mais de cinco mil pessoas/empresas associadas. Assim, eventos como o “Dia do Pescado”, em São Miguel Pereira, e promoções realizadas no Mercado de Peixe São Pedro, com descontos entre 10% e 40%, tiveram grande repercussão local. 
 
“Peixarias do centro do Rio também venderam muito, algumas até triplicaram as vendas com as receitas fornecidas junto com os produtos”, diz Edineia.  A doação de duas toneladas de pescado em comunidades carentes também teve destaque nas ações do Saperj.
 
O balanço também foi positivo para o estado do Pará, que participou pela primeira vez da campanha. Segundo Maurício Freitas Brandão, da Associação Paragominense de Aquicultores (APA) e conselheiro da Pesca e Aquicultura do Pará, somente nos primeiros dias, foram comercializadas 30 toneladas de pescado, sendo 12 toneladas de Tambaqui, uma das espécies de peixe que faz parte do cardápio da comunidade local. 
 
“No município de Paragominas, que responde por 40% da piscicultura do estado, tivemos uma participação expressiva de restaurantes, bares, peixarias e supermercados”, diz Brandão.  A APA também contou com o apoio da prefeitura, do Sebrae, do Senar e da Secretaria Municipal de Agricultura para engajar o maior número de pessoas.
 
Com esta mobilização, ele acredita que as pessoas passarão a consumir mais peixe, um alimento saudável e acessível. Atualmente, o consumo per capita/ano é de 52 kg no estado paraense e dos cerca de 40 produtores de pesca do município de Paragominas, 10 vivem da aquicultura.
 
Sobre a 18ª Semana do Pescado
 
Em sua 18ª edição, a Semana do Pescado aconteceu de 1º a 15 de setembro de 2021. Com ações promocionais e eventos gastronômicos, a campanha é organizada pelo próprio setor produtivo, depois de ter sido criada pelo extinto Ministério da Pesca. Considerada a “segunda quaresma”, a campanha busca estimular o consumo de pescado no cardápio do brasileiro durante o ano todo.
 
A edição de 2021 tem entre os patrocinadores a Alaska Seafood Institute, Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (CONEPE), Conselho Norueguês de Pesca, Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (SINDFRIO), Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá (SINDIPESCA), Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (SIPESP). Também tem  o apoio do Ministério da Agricultura, com destaque para a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA), do SEBRAE, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL).

 
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