Consumo de alimentos inicia 2026 pressionado por juros e novos hábitos
Crédito caro, inflação, bets e até canetas emagrecedoras mudam o padrão de compras no varejo alimentar
02 de fevereiro de 2026
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Orçamento familiar segue pressionado
Canetas emagrecedoras e Bets?
O consumo de alimentos no Brasil entra em 2026 sob maior pressão, mesmo com estímulos tradicionais ainda no radar da economia. Segundo o site Economic News Brasil, projeções de consultorias e análises de mercado indicam que juros elevados, inflação persistente e novas formas de alocação de renda seguem limitando o avanço do varejo alimentar, forçando o setor a rever estratégias e o mix de produtos.
Após um 2025 de desempenho praticamente estável, o cenário permanece desafiado, com o crédito mais caro e o orçamento doméstico apertado reduzindo a margem de expansão do consumo. Além disso, analistas avaliam que a ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil pode não se converter integralmente em mais compras nos supermercados, já que parte dos recursos tende a ser direcionada a outros gastos.
O ambiente macroeconômico continua atuando como um freio relevante: a inflação de alimentos no domicílio, estimada em 4,6% para 2026, supera o patamar registrado em 2025, segundo cálculos da 4intelligence. Com isso, o ganho real de renda das famílias tende a ser mais limitado ao longo do ano.
Na prática, o consumidor já responde com mudanças no comportamento de compra. Há uma fragmentação maior das idas ao ponto de venda, com visitas mais frequentes, porém com menos itens por compra. O gasto médio por ocasião diminui, enquanto cresce a busca por preços mais baixos, marcas próprias e ajustes no sortimento.
Outro fator estrutural que pressiona o consumo vem do avanço das canetas emagrecedoras, como os medicamentos à base de GLP-1. Estudos de mercado apontados pelo site Economic News Brasil indicam que lares que adotam esse tipo de tratamento reduzem em até 50% o consumo de alimentos e bebidas, alterando o perfil do carrinho. A substituição também ocorre dentro da própria cesta de compras, com menor presença de ultraprocessados e maior demanda por proteínas, frutas e verduras.
Além das mudanças associadas à saúde, o avanço das bets passou a competir diretamente com o orçamento destinado à alimentação. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que os gastos mensais com apostas chegaram a até R$ 3 bilhões em 2025. Segundo a entidade, cada ponto percentual adicional direcionado às apostas eleva os níveis de inadimplência, com parte relevante desses recursos saindo do consumo de alimentos.
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Créditos da imagem: Canva
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