Cerca de 50 mil bares e restaurantes foram fechados em SP desde abril
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Cerca de 50 mil bares e restaurantes foram fechados em SP desde abril

Apenas na capital, 12 mil estabelecimentos encerraram as atividades durante o período

24 de julho de 2020

Nova atualização da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP) mostra que cerca de 50 mil bares e restaurantes foram fechados no estado de São Paulo desde abril. Apenas na capital, 12 mil estabelecimentos encerraram as atividades durante o período.
 
Reportagem do portal G1 mostra que a prefeitura de São Paulo estabeleceu uma série de regras de funcionamento e protocolo sanitário para que os bares e restaurantes pudessem reabrir, entre eles, o horário de funcionamento por 6 horas diárias e a ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento.
 
Nos restaurantes por quilo, o cliente não pode mais montar sua refeição sozinho. A comida deve ser colocada em um prato por um funcionário.
 
Uma das entrevistadas pela reportagem, dona de um restaurante self-service, conta que as mesas continuam vazias mesmo depois da reabertura. O restaurante já chegou a vender 400 refeições, por dia, mas durante a pandemia o recorde foi de 15.
 
A proprietária diz que gastou R$ 10 mil para 12 se adaptar às novas regras de higiene como medição de temperatura na entrada, máscaras e luvas para os clientes, distanciamento das mesas, entre outras coisas.
 
O cenário dos restaurantes self-service também é tema de reportagem no portal Terra, que traz a realidade dos estabelecimentos deste tipo no Rio de Janeiro, onde estão impedidos de reabrir. É este o ponto que tem levado um grupo de donos de restaurantes a formalizar protestos na prefeitura carioca.
 
Eles argumentam que não entendem como a fiscalização afrouxa os serviços de fornecimento de alimentação nas ruas do centro e é rigorosa com os restaurantes.
 
Citam casos de ambulantes que usam o porta-malas do carro para carregar e vender quentinhas e outros que se estabelecem em calçadas e praças sem seguir os protocolos de prevenção à Covid-19 e dali oferecem refeições, salgados e refrigerantes.
 
“Nada contra essas pessoas que lutam pela sobrevivência e estão se virando como podem. Mas é uma questão lógica. Se ali não há o rigor da fiscalização, por que exigir tanto de nossas casas, que pagam impostos, vários tributos, e contam também com vários funcionários dependentes do trabalho?”, questiona Felipe Rio, sócio de um café-restaurante no centro da cidade.
 
Dono de dois restaurantes de comida a quilo também na região central da capital carioca, Arlindo Roger Dias diz que teme pelo fechamento do seu negócio se não houver uma reviravolta na crise financeira por que passa. “A prefeitura exige o atendimento assistido, ou seja, que o funcionário coloque a comida no prato do cliente. Para quem entende dessa dinâmica, se isso ocorrer, o self-service fecha. Quem recorre a esse formato, faz isso por causa da pressa e da possibilidade de fazer sua escolha, além do preço mais em conta. Com alguém servindo, não vai funcionar”, afirma Arlindo.
 
Em Belo Horizonte, a prefeitura se comprometeu a apresentar até quarta-feira (29) uma revisão do plano de reabertura de bares e restaurantes. Representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) se reuniram ontem com o Executivo municipal.
 
O encontro aconteceu após a guerra jurídica entre as partes travada nesta semana. “Tivemos uma reunião proveitosa de mais de duas horas em que o resultado final foi o compromisso da prefeitura de revisar o seu plano de abertura, levando em consideração as sugestões do nosso plano. E que essa revisão seria apresentada à sociedade até quarta-feira”, explica o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.
 
De acordo com ele, houve comparações entre os dois planejamentos – dos empresários e da prefeitura – e o compromisso entre as partes de encontrar um lugar comum, uma síntese entre os pontos defendidos por cada envolvido.
 
Créditos da imagem: Pixabay.

 
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