UE aprova acordo com o Mercosul e abre caminho para a assinatura
Formalização ainda depende do envio das confirmações por escrito no dia de hoje
09 de janeiro de 2026
A União Europeia aprovou provisoriamente, nesta sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul, encerrando uma das etapas mais sensíveis de um processo negociador que se arrasta desde 1999. A informação foi divulgada pelo G1, com base em fontes diplomáticas ouvidas pelas agências France Presse (AFP) e Reuters.
Segundo as fontes citadas pelas agências, a maioria dos 27 Estados-membros do bloco manifestou apoio ao texto durante a reunião de embaixadores em Bruxelas. A formalização da decisão ainda depende do envio das confirmações por escrito no dia de hoje.
Se confirmado o aval do bloco europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fica autorizada a assinar oficialmente o acordo já na próxima segunda-feira (12), durante agenda no Paraguai. Caso confirmado, o tratado criará a maior área de livre comércio do mundo, reunindo Mercosul e União Europeia.
Acesso a mercado e implicações além do agro
De acordo com a reportagem do G1, o acordo amplia o acesso do Mercosul — em especial do Brasil — a um mercado estimado em cerca de 451 milhões de consumidores. Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio, os impactos potenciais se estendem a diferentes cadeias produtivas, incluindo segmentos industriais e o setor de alimentos.
O acordo prevê, de forma geral, disciplinas comuns para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, criando um ambiente mais previsível para o fluxo comercial entre os blocos, conforme destacado pelas agências internacionais citadas pelo G1.
Negociação longa e resistência política
Após mais de 25 anos de negociações, o tratado chega à sua fase final ainda cercado de tensões internas na Europa. A reportagem aponta que países como a França seguem vocalizando oposição, especialmente sob pressão de agricultores europeus, que temem concorrência de produtos sul-americanos. Leia mais aqui.
Apesar disso, segundo a AFP, o apoio obtido foi suficiente para atender às exigências formais do bloco: o respaldo de pelo menos 15 Estados-membros que representem, juntos, 65% da população da União Europeia. Esse critério teria sido alcançado na votação realizada em Bruxelas.
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Créditos da imagem: Canva


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