Seafood Expo Global: Brasil faz avaliação positiva do primeiro dia
Indústria

Seafood Expo Global: Brasil faz avaliação positiva do primeiro dia

Presente na edição 2026 do evento, estande brasileiro atrai compradores e setor já projeta dobrar exportações com reabertura europeia

21 de abril de 2026

arroba publicidade
Participe agora do Canal da Seafood Brasil no WhatsApp e receba as principais notícias do setor de pescado. Clique aqui e junte-se a nós!


Realizada em Barcelona, Seafood Expo Global chega a sua 32ª edição reunindo 2.291 empresas expositoras de 85 países, distribuídas em uma área superior a 52 mil m². Ao longo de três dias, o evento conecta milhares de compradores e fornecedores globais, consolidando-se assim como o principal hub de negócios, tendências e inovação do setor.

A Seafood Brasil está presente no evento para trazer detalhes exclusivos sobre a presença do estande brasileiro neste primeiro dia de feira. Confira!
 
 
Seafood Expo Global: fazendo jus ao nome 
 
A grandiosidade do evento impressiona até mesmo especialistas em feiras de negócios. Fernando Ruas, CEO da Francal, empresa que organiza a Seafood Show Latin America, destacou a dimensão global do encontro. "É uma feira globalizada, um setor globalizado e por isso, você vê o mundo inteiro reunido aqui. Ao ver o potencial que temos no Brasil, acho que ainda estamos engatinhando em relação a muita coisa que vemos aqui em termos de potencial de mercado e de consumo", avaliou Ruas.
 
Ele ressaltou, no entanto, que a organização de eventos no Brasil não fica atrás. "A nossa organização, o que estamos fazendo no Brasil, está no mesmo padrão do que vemos aqui; em algumas coisas até estamos um pouquinho mais à frente."
 
 
Presença do mercado brasileiro de pescado 
 
Logo no primeiro dia, o estande brasileiro - organizado pela ApexBrasil em parceria com o projeto setorial Brazilian Seafood - registrou forte movimentação e interesse internacional. A iniciativa, que tem como foco ampliar a presença do pescado brasileiro no mercado global, busca posicionar o País como fornecedor competitivo, com diversidade de espécies e capacidade de oferta consistente.
 
Édipo Araújo, Ministro da Pesca e Aquicultura, enfatizou a importância do espaço. "A feira não representa apenas uma vitrine para a Europa, mas uma vitrine para outros continentes que se fazem presentes com muita força", afirmou. Ele também destacou a relevância econômica da atividade. "O fortalecimento desses dois segmentos [pesca e aquicultura] no Brasil representa um PIB de mais de 10 bilhões de reais. Precisamos muito mais alcançar novos mercados e universalizar o consumo de pescado internamente no Brasil, que ainda é muito baixo quando comparado com o restante do mundo."
 
Participam como coexpositoras as empresas Frescatto, Ayamo, Brazilian Fish, Leardini, Allmare e C. Vale, que apresentam ao mercado europeu e a outros compradores internacionais um portfólio variado de produtos, incluindo itens frescos, congelados e processados, oriundos tanto da pesca quanto da aquacultura.
 
 

As expectativas do mercado brasileiro 
 
O primeiro dia também foi marcado por uma agenda intensa de reuniões comerciais, com visitas de importadores, distribuidores e representantes do varejo, especialmente europeus. Em um cenário global ainda impactado por incertezas geopolíticas, tensões comerciais e necessidade de maior previsibilidade nas cadeias de suprimento, o interesse por novos fornecedores - como o Brasil - se mostra crescente.
 
Ricardo Torres, CEO da Seafood Brasil, fez um balanço muito positivo das primeiras horas de evento. "Tivemos uma agenda intensa de reuniões, tanto no estande brasileiro quanto nos outros pavilhões. Aqui, pudemos observar muito interesse pelo pescado brasileiro, além da expectativa com a reabertura do mercado europeu depois da missão sanitária em junho, e o acordo Mercosul-União Europeia também como pano de fundo de incentivo a negócios", relata. "Este é o melhor cenário possível para o pescado brasileiro", conclui. 
 
A expectativa pela reabertura do mercado europeu é, de fato, o grande motor de otimismo da delegação brasileira. Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), demonstrou confiança no processo. "A missão da comunidade europeia vai ao Brasil em junho. O setor produtivo se preparou, as indústrias estão prontas e os empresários com ânimos redobrados. Agora é fazer esse gol", declarou.
 
O impacto dessa reabertura seria transformador para o setor. Luis Rua, Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), dimensionou a oportunidade: "Era um mercado para o qual exportávamos 300 a 400 milhões de dólares, que é basicamente o tamanho de tudo que o Brasil exporta hoje. Ou seja, podemos dobrar o nosso tamanho se tivermos acesso a esse importantíssimo mercado", aponta. "Estamos trabalhando juntos, governo e setor privado, para que possamos conseguir - e nós vamos conseguir", reforça. 
 
Para as empresas exportadoras, a Europa representa uma chance de diversificação crucial. Um representante de uma empresa brasileira focada na exportação de lagosta inteira cozida resumiu o sentimento do setor produtivo: "A expectativa dessa feira é que a gente retorne ao mercado europeu. Em 2016 foi a nossa última exportação para Barcelona. Hoje dependemos dos Estados Unidos, da Ásia e da Austrália, mas ter a Europa na mão como cliente vai ser uma excelente oportunidade para todas as empresas da pesca", analisa.
 
 
No lugar certo para novos negócios
 
A programação oficial da feira também refletiu esse contexto. Com mais de 30 sessões e mais de 90 especialistas internacionais, os debates abordam temas como comércio global em um ambiente de tarifas, resiliência das cadeias produtivas e os impactos econômicos sobre o setor. Um dos destaques do dia foi a keynote da economista e estrategista geopolítica Nomi Prins, que apresentou uma análise do cenário global e seus reflexos na indústria de pescado.
 
Neste ambiente, o estande brasileiro se posiciona como plataforma estratégica para geração de negócios e construção de relacionamento com compradores internacionais. O balanço do primeiro dia é positivo, com expectativa de avanço nas negociações ao longo da feira e fortalecimento da imagem do Brasil como um player relevante e confiável no mercado global de pescado.
 

 
Quer ficar por dentro da cobertura da Seafood Expo Global 2026? Fique ligado em nossa seção de notícias e também não deixe de seguir os perfis das Seafood Brasil no Instagram no Facebook!


Créditos da imagem: Seafood Brasil 

 

Abipesca, Allmare, ApexBrasil, Ayamo, Barcelona, Brazilian Fish, C. Vale, Édipo Araújo, Frescatto, Leardini, Luis Rua, Mapa, MPA, seafood brasil, Seafood Expo Global, Seafood Expo Global 2026

 
publicidade 980x90 bares
 

Notícias do Pescado

 

 

 
SeafoodBrasil 2019(c) todos os direitos reservados. Desenvolvido por BR3