Páscoa: tradição se mantém, mas alternativas ganham força no varejo
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Páscoa: tradição se mantém, mas alternativas ganham força no varejo

Vendas deste ano podem crescer até 20% durante a temporada

24 de março de 2026

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A Páscoa continua sendo o período mais expressivo para o consumo de pescado no Brasil, sustentada pela tradição religiosa e pelos encontros familiares. O bacalhau mantém seu status de símbolo da data, carregado de valor cultural. No entanto, as gôndolas dos supermercados exibem hoje uma maior diversidade, com destaque para espécies mais acessíveis e produtos prontos para o consumo, essenciais para atender à crescente demanda por praticidade.
 
Especialistas ouvidos pelo Super Varejo indicam que as vendas deste ano podem crescer até 20% durante a temporada, com ênfase em peixes frescos e congelados que oferecem melhor relação custo-benefício. Diante disso, o varejo exige um planejamento detalhado de sortimento, exposição e abastecimento para atender a compradores de diversos perfis e orçamentos.
 
Para Fátima Merlin, fundadora e CEO da Connect Shopper, o bacalhau permanece como um item aspiracional, associado ao ritual familiar, mas ela observa mudanças importantes no comportamento do shopper. Espécies como tilápia, merluza, pescada, salmão e polaca do Alasca vêm ampliando sua participação. Produtos prontos — como filés congelados, porções fracionadas e pescado temperado — também avançam. “O bacalhau lidera em valor e tradição, mas outras espécies crescem em volume e acessibilidade”, resume.
 
Michel Jasper, consultor de varejo, reforça que, embora o bacalhau seja o símbolo cultural, ele já não é o protagonista absoluto das gôndolas. Ele enfatiza que a tilápia deve assumir a liderança em volume, apoiada pela forte produção nacional e pelo preço competitivo. Além disso, salmão, merluza e até a sardinha tendem a ganhar destaque, assim como os peixes frescos, que devem registrar forte procura nas semanas que antecedem a data.
 
Mix estratégico e experiência no ponto de venda
 
Conforme a reportagem, o sortimento ideal deve incluir camadas que atendam a diferentes públicos: premium (cortes nobres e frutos do mar), intermediário (peixes frescos e congelados de maior valor agregado) e acessível (opções de alto giro). Essa divisão é essencial para equilibrar a margem de lucro e o volume de vendas.
 
A variedade de embalagens e gramaturas também é fundamental, pois permite que o consumidor ajuste a compra ao tamanho da família e ao orçamento — fator relevante diante da atual pressão sobre a renda.
 
Por fim, a exposição no ponto de venda deve ser organizada, com limpeza rigorosa, iluminação adequada e comunicação clara sobre preços e procedência, já que essa categoria é extremamente sensível à percepção de frescor. Estratégias de cross-merchandising, com exposição próxima a azeites, legumes e vinhos, impulsionam o ticket médio e facilitam a decisão de compra.
 
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Créditos da imagem: Canva

 

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