BomPORTO aposta em bacalhau com sal rosa durante a APAS Show 2026
Indústria destacou ainda desafios atuais em trabalhar com o bacalhau, mas reforçou confiança no mercado brasileiro
22 de maio de 2026
A BomPORTO apresentou uma de suas principais novidades para o mercado de pescados de alto valor agregado: o lançamento do legítimo bacalhau preparado com sal rosa, grande destaque da marca na APAS Show 2026.
O diretor da empresa, Sérgio Sousa, explicou que o insumo foi escolhido por suas propriedades de alta qualidade e pureza, agregando valor comercial e refinamento gastronômico à proteína. “Nós trouxemos o bacalhau com sal rosa, ingrediente que é referência pela qualidade e pelo grau de salinidade que tem”, justificou.
Segundo Sousa, o local de onde o sal é retirado possui excelentes condições higiênicas, sendo muito recomendado por especialistas para a realização de salgas e na cozinha tradicional. “É uma inovação. O sal rosa chega a ser quatro vezes mais caro que o sal normal, mas o produto final ganha outro gosto e outro valor. Quem prova nota perfeitamente essa diferença.”
Sérgio Sousa comentou que a redução global das cotas de pesca do bacalhau e os impasses burocráticos nos portos impactaram diretamente o fluxo de abastecimento e os custos logísticos da empresa.
“De fato, a redução de cotas para nós tem sido um desafio e tem sido algo que se tem refletido pelo aumento do preço. O produto, no último ano, teve uma subida cerca de 30%. Isso para nós não é vantajoso porque, obviamente, se as coisas estiverem mais caras, vai haver um pouco mais de retração”, explicou. “Por isso, a Páscoa não foi tão boa como a gente esperava.”
Outra situação que prejudicou o período para a BomPORTO foi o desembaraço dos contentores no porto, classificado por Sousa como uma situação “bastante desagradável”. O executivo aponta que as dificuldades de liberação alfandegária decorrem de processos de fiscalização e entendimento tributário sobre a categoria.
“Nos últimos tempos, a Receita Federal veio dizer que o bacalhau demolhado ultracongelado tinha que pagar o mesmo imposto do bacalhau seco. Isso veio dar alguns problemas na demora de desembaraço”, iniciou. “Hoje temos alguns processos que chegam a demorar 3 meses para o bacalhau ser desalfandegado, além dos custos de demurrage. Natal e Semana Santa são 70% das nossas vendas. Então, nessa altura, nós não termos o produto para conseguir atender os clientes, foi bastante complicado”, desabafou Sousa.

Para Sousa, apesar das dificuldades atuais, a aposta no mercado interno se baseia no potencial da culinária nacional para expandir o consumo do pescado, em especial do bacalhau, para além das datas sazonais. “Eu acredito no mercado brasileiro, porque já estamos aqui há 23 anos. O bacalhau, pela praticidade que tem, hoje já faz parte de um grande número de brasileiros. Se no futuro tivermos um preço mais justo, um pouco mais baixo no bacalhau, e se tivermos mais tarde um real mais valorizado, torna os produtos importados mais baratos e o consumo vai aumentar.”
Para ilustrar a forte inclinação do público brasileiro por pratos integrados e novidades, o executivo citou um dado comparativo do mercado de alimentação: "O Brasil consome mais pizza em três meses do que a Itália em um ano inteiro. Por isso, temos que pensar no desenvolvimento de uma pizza de bacalhau para o futuro", descontraiu ao indicar os caminhos que o bacalhau pode ter no mercado nacional.
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