Novo app do IP-APTA facilita trabalho de monitoramento pesqueiro em SP
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Novo app do IP-APTA facilita trabalho de monitoramento pesqueiro em SP

Com novo aplicativo é possível reduzir em dois meses o intervalo de tempo entre a coleta e processo dados sobre a atividade

02 de julho de 2021

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O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou uma nova atualização no Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP), responsável por coletar e processar dados sobre a pesca realizada em todo o litoral de São Paulo. Com o uso de um novo aplicativo, é possível reduzir em dois meses o intervalo de tempo entre a coleta e processo dados sobre a atividade na região.
 
Conforme o IP-APTA, o uso de aplicativo promove um aumento da produtividade e facilidade na entrega de diversos produtos do Programa, beneficiando também as pesquisas em andamento. Chamado ProPesqMOB, o aplicativo faz parte do programa de Entregas Tecnológicas do Governo do Estado de São Paulo.
 
Até 2022, os seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisas ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria, disponibilizarão 150 tecnologias a toda a cadeia de produção do agro. 
 
Conforme o IP, neste ano, a meta é disponibilizar 50 tecnologias na área de agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, economia, processamento de alimentos e sanidade.
 
Segundo Antônio Olinto Ávila da Silva, pesquisador do IP e responsável pelo Programa de Monitoramento, antes do uso do aplicativo, as informações poderiam levar até dois meses para serem disponibilizadas para os usuários. “Com o ProPesqMOB a coleta das informações e a inserção no sistema é feita de forma automática, ao final do dia de trabalho, reduzindo o tempo de trabalho dos agentes no campo e facilitando a disponibilização das informações para todos os interessados”, explica.
 
Para ele, os trabalhos realizados pelos agentes do PMAP geram impactos e atendem a diferentes esferas, como os pescadores artesanais e empresas, entidades representativas, e os diversos níveis da gestão pública.
 
Na prática, a partir das informações do PMAP é possível indicar, com segurança, o estado de saúde dos estoques pesqueiros e, consequentemente, da atividade econômica que deles depende.
 
O sistema monitora mais que 200 pontos ao longo do litoral, onde registra anualmente dados de cerca de 70 mil viagens de pesca.
 
O que é o PMAP
O Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina (PMAP) é coordenado pela pesquisadora Laura Villwock de Miranda, e executado pela Unidade Laboratorial de Referência em Controle Estatístico da Produção Pesqueira Marinha (ULRCEPPM), no Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho (Santos-SP), em conjunto com os Núcleos de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Norte (Ubatuba-SP) e Sul (Cananéia-SP).
 
“As informações sobre a sustentabilidade da produção agropecuária estão sendo cada vez mais demandadas pelos consumidores e pelo mercado em geral. Para o setor pesqueiro não é diferente, e o primeiro passo para a avaliação da sustentabilidade da atividade é a análise de dados das capturas das diversas espécies de pescado explotadas”, afirma Silva, que é diretor do ULRCEPPM.
 
O Governo do Estado de São Paulo realiza o monitoramento das descargas de pescado desde 1944. O Instituto de Pesca herdou esta atribuição desde a sua criação em 1969. Embora não seja visível ao público, o Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina de São Paulo (PMAP-SP) desenvolveu e utiliza, desde 2014, o ProPesqWEB, sistema de gerenciamento de dados pesqueiros projetado para a nuvem e baseado totalmente em tecnologias livres.
 
Atualmente o ProPesqWEB também é utilizado em monitoramentos pesqueiros em Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
 
É este sistema que permite a realização de consultas de dados customizadas no website do Programa, e a elaboração de estudos e relatórios personalizados para o setor produtivo pesqueiro, para empresas e para diversas esferas de governo. Estes dados também permitem a análise da interação de outras atividades humanas com a pesca e a indicação de áreas em que a atividade pesqueira potencialmente é mais vulnerável ou pode entrar em conflito com as demais.
 
Experiências de quem usa
 
“Os agentes que estiveram aqui fizeram e fazem um trabalho muito importante, por meio destas informações, que nos dão base para expor salário para cálculo de empréstimos, para reforma de barco, compra de barco. Ou seja, as informações do Instituto nos ajudam muito, por isso é importante. Eu estou sendo beneficiado no PRONAF graças a esse trabalho”. Ademir Pedro Alves, pescador artesanal de emalhe, de Bertioga.
 
“Eu Juliano Fernando de Almeida, sou pescador artesanal de Mongaguá, com 22 anos de pesca na mesma cidade. Relato a importância da pesquisa do Instituto de Pesca que, por meio dela, temos como saber se a pesca está melhorando ano após ano e se as espécies estão sumindo ou melhorando. Além disso, temos como provar que estamos ativos na atividade”. Juliano Almeida, pescador artesanal de emalhe, de Mongaguá.

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