Estudo revela crescimento moderado do consumo de alimentos em 2026
Varejo

Estudo revela crescimento moderado do consumo de alimentos em 2026

Copa do Mundo e mudanças no IRPF não eliminam efeitos de juros, inflação e ajustes no orçamento das famílias

04 de fevereiro de 2026

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Após um período de estabilidade, o consumo no varejo de alimentos deve manter um ritmo moderado em 2026, mesmo diante de fatores tradicionalmente associados ao estímulo da demanda, como a Copa do Mundo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil.
 
Essa a avaliação consta em levantamento da Worldpanel by Numerator, que aponta um cenário influenciado por juros elevados, inflação pressionando o orçamento das famílias e mudanças no comportamento do consumidor.
 
Ainda de acordo com o estudo, mesmo com a expectativa de maior disponibilidade de renda, os consumidores continuam realocando despesas. Neste contexto, parte dos recursos tem sido direcionada para novas prioridades, como apostas esportivas e medicamentos voltados ao controle de peso - leia mais aqui. Dessa forma, eventuais ganhos de renda não se convertem automaticamente em aumento do consumo de alimentos, já que exigem compensações dentro do orçamento doméstico.
 
Compras mais frequentes e menor ticket médio
 
Ao longo de 2025, o estudo destacou que os consumidores passaram a frequentar os supermercados com maior regularidade. No entanto, reduziram o número de itens adquiridos por compra e o valor gasto em cada visita. A estratégia predominante tem sido fracionar as compras ao longo do mês como forma de adequação financeira, ainda que o carrinho inclua produtos de diferentes categorias.
 
Para 2026, eventos como a Copa do Mundo tendem a gerar estímulos pontuais em categorias específicas, como bebidas, carnes e petiscos, bem como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para o consumo. No entanto, ainda assim, o impacto efetivo sobre o varejo alimentar dependerá da evolução dos juros e da inflação ao longo do ano.
 
Neste contexto, projeções econômicas indicam que a inflação de alimentos no domicílio deve acelerar em 2026, superando o patamar observado em 2025. Além disso, a volatilidade cambial associada ao calendário eleitoral aparece como um fator adicional de risco para o setor.
 
 
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Fonte: InfoMoney 
Créditos da imagem: Canva

 

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