Estreia do Brazilian Seafood na Gulfood reforça aposta internacional
Delegação focada em pescado na Gulfood 2026 teve, ao todo, seis empresas nacionais de pescado
18 de fevereiro de 2026
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Dando luz aos diferencias do Brasil
O que o pescado brasileiro apresentou?
O Brasil distribuíudo na Gulfood
O pavilhão brasileiro na Gulfood 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, contou com uma delegação recorde formada por 186 empresas brasileiras de diversos setores, coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A edição, realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, não apenas bateu recordes de participação nacional, como também marcou a estreia no evento do Brazilian Seafood, projeto setorial realizado em parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a ApexBrasil e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A delegação focada em pescado na Gulfood 2026 contou com seis empresas nacionais: Ayamo, Frescatto, Noronha Pescados, Mar & Terra, Pampa Foods e C.Vale.
“A presença do pescado brasileiro em uma das maiores feiras de alimentos do mundo, e a maior da Ásia, reforçou o posicionamento estratégico do setor na diversificação de mercados e evidenciou o potencial de crescimento dessa proteína no comércio internacional”, disse a diretora de Relações Institucionais da Abipesca e gerente do projeto Brazilian Seafood, Liliam Catunda.
Considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Gulfood reuniu mais de 5 mil expositores de 120 países, com estimativa de ter atraído 150 mil visitantes, entre compradores, formadores de opinião e líderes do setor. Pela primeira vez, o evento aconteceu simultaneamente em dois locais: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), na Expo City.

Catunda contou que, durante a feira, o pescado foi destacado como um dos setores com maior capacidade de expansão, "em razão da abundância hídrica do Brasil, da diversidade de espécies e do avanço da indústria brasileira em qualidade, sustentabilidade e capacidade produtiva."
Seguindo essa linha, Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, ressaltou também que a abundância hídrica coloca o País em vantagem competitiva perante gigantes globais. “Se há um setor com capacidade extraordinária de crescimento, é o de pescado. O Brasil tem um potencial superior ao da bovinocultura, da suinocultura e da avicultura, porque tem o recurso essencial: água. Basta olhar para a China, que não possui a mesma riqueza hídrica, levou diversas espécies brasileiras e hoje domina 60% do mercado global de pescado. Não é um modelo para criticar, mas para nos inspirar”, defendeu Viana em publicação da Apex Brasil.
A delegação brasileira focada em pescado apresentou em Dubai um portfólio que contou com lagosta e tilápia, entre outras espécies. Esse mix, segundo Catunda, evidencia o potencial do Brasil como fornecedor de pescado congelado, cortes selecionados e produtos de maior valor agregado, alinhados às exigências dos mercados internacionais.
“A diversidade do portfólio brasileiro reflete tanto a pesca quanto a aquicultura, com espécies de alto potencial comercial, reconhecidas pela qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da Abipesca.
No âmbito do projeto Brazilian Seafood, Catunda reforçou que a parceria estratégica concentra ações prioritárias voltadas à promoção da internacionalização do setor de forma estruturada e sustentável. Entre essas ações, destacam-se a promoção comercial contínua em feiras e eventos internacionais, a inteligência de mercado para direcionar as empresas a mercados estratégicos e a construção de uma imagem sólida do pescado brasileiro no exterior.
“Essas iniciativas visam transformar o potencial produtivo do Brasil em exportações consistentes, ampliar a participação do País no comércio global de pescado e posicionar o pescado brasileiro como uma proteína saudável, sustentável e competitiva no cenário internacional”, finalizou.
A presença brasileira na edição esteve distribuída em quatro pavilhões e reforçou a imagem do País como fornecedor global de alimentos, bebidas e ingredientes de alto valor agregado. Segundo a ApexBrasil, a expectativa oficial é gerar US$ 3,5 bilhões em negócios durante o evento e nos 12 meses seguintes.
Ao visitar os estandes e se reunir com representantes de diversas entidades parceiras, o presidente da Agência, Jorge Viana, afirmou estar otimista com a geração de negócios ao longo do evento. “A previsão de vendas antes era de US$ 2 bilhões. Nesta edição, se Deus quiser, o Brasil vai vender aqui e nos próximos 12 meses mais de US$ 3,5 bilhões”, concluiu.

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Créditos da imagem: Gulfood/Divulgação
Créditos imagens texto: Abipesca
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