Nova indústria no ES promete impulsionar piscicultura capixaba
Localizada em Domingos Martins, Coopram investiu R$ 12 milhões em unidade com capacidade diárias de 10 toneladas de pescado
17 de abril de 2026
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Impacto na produção e na economia local
Perspectivas para a piscicultura capixaba
Créditos da imagem: Canva
A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) anunciou a construção de uma nova unidade de beneficiamento de pescados na comunidade de Ponto Alto, em Domingos Martins, Espírito Santo. Em resumo, a planta, que começa a operar em junho de 2026, terá capacidade para processar 10 toneladas de pescado por dia, o equivalente a 200 toneladas por mês e 2.400 toneladas por ano.
O investimento totaliza cerca de R$ 12 milhões, com a tilápia sendo o principal produto beneficiado, comercializada em formatos como filé, postas, peixe eviscerado e derivados, incluindo hambúrguer, bolinho e quibe. Justamente por este motivo, a cooperativa destaca que o projeto deve incentivar o aumento da produção de tilápia no município e região, o que representa um avanço para a piscicultura capixaba.
A nova indústria ocupa uma área de aproximadamente 44 mil m², com 780 m² de área industrial construída. A planta, que contará com tecnologia de filetagem para oferecer maior precisão no corte, tem o intuito de melhorar a padronização do produto, além de reduzir desperdícios. Neste sentido, a cooperativa estima que essa tecnologia aumentará a eficiência produtiva em torno de 20% e reduzirá as perdas no processamento em cerca de 30%.
De acordo com Darli José Schaefer, presidente da Coopram, a cooperativa atualmente compra cerca de 30% da produção dos 150 associados e pretende alcançar 100% com a nova unidade. "A piscicultura é uma atividade de alto custo, e o produtor sozinho enfrenta dificuldades. Ter a garantia da venda de toda a produção, além do adiantamento de recursos para subsidiar a atividade, traz mais segurança para investir."
Em termos de emprego, a expectativa inicial é de 30 postos de trabalho diretos, com potencial para ultrapassar 100 conforme o crescimento da planta. Indiretamente, entre 100 e 200 vagas deverão ser criadas em áreas como logística, transporte e serviços. O impacto econômico anual estimado é de R$ 244 milhões.
Este investimento surge após uma trajetória de mais de uma década da Coopram, que começou com estrutura improvisada e espaços alugados para processamento. A nova unidade, moderna e com alta capacidade, nasce da necessidade de absorver toda a produção dos cooperados e fomentar a profissionalização do setor.
A capacidade anual da unidade permitirá abastecer uma demanda estimada superior a 1 milhão de pessoas, consolidando a piscicultura local como atividade relevante para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico na região.
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Créditos da imagem: Canva
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