Embrapa lança rede nacional para acelerar inovação na aquicultura
Reaqua integrará instituições de 13 estados para transferir tecnologias de sustentabilidade e produtividade a extensionistas e produtores
20 de fevereiro de 2026
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Foco em cadeias estratégicas e sustentabilidade
Impacto na produtividade e manejo prático
A Embrapa Pesca e Aquicultura anunciou a criação da Rede de Extensão e Inovação Aquícola (Reaqua), iniciativa desenhada para organizar e sistematizar a transferência de tecnologia no setor. Em síntese, o projeto tem como público prioritário os agentes de extensão rural, que atuarão como multiplicadores de inovações voltadas ao incremento da produção nacional.
Segundo a Embrapa, inicialmente, a rede focará na capacitação técnica, com a previsão de implantar Unidades Demonstrativas a partir do segundo ano de operação.
Sob a coordenação da zootecnista Marcela Mataveli, a Reaqua estruturará ações de atualização tecnológica direcionadas às cadeias produtivas do tambaqui, da tilápia e do camarão. Segundo Mataveli, a rede promoverá formações híbridas e seminários técnicos para agentes de todo o Brasil. "A Reaqua estabelecerá um ambiente permanente de troca de experiências entre técnicos de extensão, pesquisadores da Embrapa, de universidades e de demais instituições parceiras", afirmou a coordenadora em entrevista à Embrapa.
Atualmente, a rede conta com a participação de instituições de 13 Estados, incluindo o Itaipu Parquetec. Conforme a Embrapa, o objetivo agora é expandir a capilaridade para a região Nordeste, considerada estratégica para o avanço da aquicultura nacional. Além disso, a empresa destaca que a integração tem a ideia de reduzir o tempo entre a validação científica de uma tecnologia e sua aplicação prática no campo, garantindo que inovações em manejo e sanidade cheguem mais rápido ao produtor.
A Embrapa informou que a implementação das Unidades Demonstrativas permitirá que as tecnologias de aquicultura sejam testadas e exibidas em condições reais de cultivo. Para o aquicultor, a empresa aponta que os benefícios diretos incluem a otimização do uso de insumos e a melhoria na qualidade da água. No entanto, áreas como nutrição, sanidade e adoção de sistemas sustentáveis estão no centro das recomendações que os técnicos levarão às propriedades.
De acordo com a coordenação da rede, esse processo tende a resultar em redução de custos de produção e maior eficiência produtiva. Por fim, a primeira atividade oficial da Reaqua está prevista para março de 2026, com um webinário focado em cultivo multitrófico, técnica que integra diferentes espécies em um mesmo sistema para maximizar o aproveitamento de nutrientes e reduzir o impacto ambiental da indústria.
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Créditos da imagem: Canva
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