Varejo muda o tom e vê queda de vendas em 2015; ano que vem terá retomada

Varejo muda o tom e vê queda de vendas em 2015; ano que vem terá retomada

Com inflação controlada em 2016, setor deverá recuperar tendência de crescimento de vendas

16 de setembro de 2015

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A Convenção Abras, encontro nacional dos varejistas realizado nesta semana, reuniu os principais supermercadistas do Brasil para discutir os rumos do segmento. E a conclusão para este ano não é das melhores: o ano de 2015 deve fechar com queda de vendas de -0,30% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são do Índice Nacional de Vendas ABRAS, elaborado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade, e refletem uma visão "moderada" da própria Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Isso porque, de janeiro a julho, o varejo tem queda de -0,20% em relação a 2014. "Mesmo com as vendas de final de ano a queda de faturamento não deve se reverter", diz a entidade.

Apesar da situação, o presidente da Abras, Fernando Yamada, controla o pessimismo. "O Brasil já enfrentou momentos de verdadeiras crises no passado. Hoje é diferente. Temos uma economia pungente e um mercado interno maduro e bem abastecido", opina.

Para Yamada, o segredo é trabalhar para reverter o panorama desfavorável. "Estamos trabalhando para equilibrar os resultados este ano e superá-los no ano que vem. Durante os debates na nossa Convenção ABRAS, todos nós empresários do varejo estaremos atentos, principalmente, às oportunidades que nascem deste momento, para ganharmos em produtividade e eficiência e, com isso, conquistarmos ainda mais consumidores”, afirmou em comunicado.

Já o ano que vem será de retomada, na visão da Abras, apesar da perspectiva de mais um ano de recessão. No entanto, espera-se inflação sob controle e aumento de vendas do varejo em torno de 0,4%.

Confiança cai

Durante a Convenção Abras, a entidade inaugurou o Índice de Confiança do Supermercadista, desenvolvido em parceria com a GfK. Segundo o indicador, 48,8% dos empresários do setor estão receosos em relação ao cenário macroeconômico atual do País. "Os resultados de 2015 são muito consistentes ao longo do ano e confirmam uma desconfiança por parte dos supermercadistas que não está se revertendo", diz a nota.

No ano passado, durante a Convenção Abras e quando o indicador começou a ser apurado, o índice de confiança ficou em 65%, "demonstrando a confiança que havia no mercado consumidor brasileiro". A Abras anuncia que, a partir de agora, o Índice de Confiança do Supermercadista Brasileiro será divulgado a cada dois meses.

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