Resultados da Semana Santa dividem varejo e distribuidores regionais
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Resultados da Semana Santa dividem varejo e distribuidores regionais

Se em alguns locais o aumento nas vendas foi comemorado, em outros lugares não houve motivos para festa

10 de maio de 2019

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A Semana Semana chegou um pouco mais distante do Verão neste ano e, em um balanço das vendas de pescado nos distribuidores e varejo, os estabelecimentos consultados pela Seafood Brasil ficaram divididos.

A Morota Pescados, há quase cinco décadas no mercado com peixes e frutos do mar, elevou suas vendas do varejo em 6,35% nesta última Semana Santa se comparadas com o mesmo período em 2018, mas viu piora nas vendas por atacado que caíram 10,8%. A empresa possui um box no Mercadão de São Paulo e está colocando para funcionar uma planta de processamento para pescado em geral.

Uma das razões elencadas para justificar o desempenho é justamente a data da Semana Santa deste ano. Segundo o sócio-administrador Rodrigo Fróes, as vendas são melhores quando o período acontece em março. "Isso fez com que o clima de menor calor e muita chuva acabaram contribuindo para uma venda menor nos restaurantes. Além disso, o número de feriados menor propicia uma concentração maior de viagens e ausência nas grandes metrópoles, que concentram o maior consumo." O atum, carro-chefe da Morota, liderou a lista de espécies mais procuradas, seguido por robalo, bijupirá, lírio, carapau, pargo e dourada.

Um pouco mais distante da capital paulista, a Pescados Oliveira Fish, em Taboão da Serra (SP), não viu um balanço positivo das vendas na Semana Santa. Com diversas opções de peixes na loja, a tilápia liderou a preferência, mas o número final acabou inferior ao esperado: foram 4485,21 kg vendidos de pescado no total, enquanto em 2018 o número da semana fechou em 7269,91 kg.

No lado dos distribuidores, a Sabores Alimentos, no mercado gaúcho desde 2008, comercializa e distribui peixes frescos e congelados de água doce e salgada e ainda tem uma linha de frutos do mar.

A empresa conseguiu aumentar em 9,5% seu desempenho de vendas na Semana Santa de 2019 em relação ao ano passado. “Consideramos este um ótimo percentual de incremento de venda, tendo em vista os fatores que estão influenciando o mercado, como a escassez de matéria prima e o aumento no valor dos pescados”, comentou o sócio-proprietário, Fábio Adriano Lautert.

Outra distribuidora, a Mercapesca, distribuidora de pescado, viu uma queda de 20% nas vendas da Semana. A companhia que trabalha apenas com peixes de água salgada no Estado de São Paulo, teve a manjuba, sardinha, bagre e corvina entre as espécies com maior saída.

O sócio-proprietário, Antonio Paulo Rodrigues do Nascimento, também acha que os preços estão entre os aspectos que interferiram no resultado. “Acredito que as vendas foram menores [este ano] por causa do baixo poder aquisitivo do brasileiro e também vejo a preferência por peixes congelados”, declarou.

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