Primeira edição do IFC reúne a cadeia de pescado nacional
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Primeira edição do IFC reúne a cadeia de pescado nacional

Presidente do evento, Gregolin, considera que a primeira edição superou todas as expectativas

26 de setembro de 2019

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Com o objetivo de reunir toda a cadeia de pescado em um único lugar, o International Fish Congress (IFC) juntou mais de 40 especialistas de 12 países no Maestra Grand Convention, em Foz do Iguaçu (PR). Entre os dias 17 e 19 setembro, o público que compareceu ao eventou contou com uma ampla programação, que contemplou congresso internacional, seminários de pesca e aquicultura e ainda a feira de negócios Fish Expo Brasil.
 
Para Altemir Gregolin, ex-Ministro da Pesca e Aquicultura e presidente do evento, a primeira realização do IFC superou todas as expectativas em termos de participação de congressistas e empresas (mais de 1.100 inscritos e exposição de diversas empresas do segmento), representatividade da cadeia produtiva (todos os elos da cadeia presentes) e a qualidade das palestras e dos debates.
 
O local e a organização foram pontos fortes do evento, mas Gregolin ressalta também os eventos paralelos. "O espaço Aqua 4.0 trouxe também muitas novidades e nos surpreendeu o número de trabalhos científicos apresentados (116). Enfim, a palavra que mais ouvimos dos participantes foi 'surpresa'. As pessoas não imaginavam um evento com as características e a qualidade que foi o IFC. O próximo deverá ser maior e melhor e, claro, com a experiência do primeiro, iremos implementar uma série de novidades que anunciaremos no momento oportuno", declarou Gregolin.
 
 
A palestra Magna ficou com o ex-diretor Geral da Fundação das Nações Unidas para agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva. Na ocasião ele foi apresentado como embaixador Especial do painel Global sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Nutrição. 
 
Graziano falou sobre a importância de preservar os oceanos, e que é preciso pensar na pesca além dos peixes. “A finalidade da alimentação é a mais nobre, mas também temos de olhar sob a ótica da sustentabilidade”, declarou. E reforçou que os oceanos têm capacidade de absorção de carbono 4 vezes maior que os das florestas, porém lamentou que tenhamos transformado "nossos oceanos e mares na lixeira do mundo", sublinhando a enorme preocupação com a quantidade de metais pesados, contaminantes e radioativos que são jogados diariamente nas águas.
 
Para o ex-diretor, a superestrutura (leis, regulamentos, o Estado e as universidades) é o problema que impede um maior desenvolvimento da cadeia. Ele também lembrou das dificuldades da relação com o Estado e os produtores, das universidades e seu papel na pesquisa. E concluiu que essa relação é fundamental no desenvolvimento de uma atividade produtiva. "O problema é que nossos sistemas alimentares não foram criados para alimentar de forma saudável a população, e o peixe está entre eles". Para Graziano, valorizamos muito mais produtos ultraprocessados do que produtos frescos e saudáveis. 
 
 
O secretário da Aquicultura e Pesca (SAP), Jorge Seif Jr., também estava no encontro. Seif Jr. frisou que mais de 40% do PIB brasileiro é do agronegócio com a aquicultura e pesca estão totalmente inseridas neste quadro. Conforme ele, a crise vem acompanhada de uma insegurança jurídica muito pesada contra produtores e empresas.
 
E que ainda há muitos desafios, principalmente em relação ao meio ambiente. “Temos uma grande missão no governo: pacificar a relação entre o Ministério do Meio Ambiente e a Agricultura”, falou Seif Jr.
 
O governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Júnior, o Ratinho, lembrou que antes o mundo brigava por petróleo, e agora um de seus maiores problemas é a água e a comida como o principal. “1,5 bilhão de habitantes passam fome e isso tende a crescer para 2 bilhões”, declarou o governador.
 
Segundo Ratinho, o Brasil tem a vocação de produzir alimentos e nehnhum Estado como o Paraná. “Somos um grande produtor de proteína animal: 32% da tilápia brasileira vem do Paraná”. Ele informou que deverá soltar uma normativa para que uma lâmina de até 15 hectares não precise de licenciamento ambiental. Na prática, isso dispensaria do lienciamento quase a totalidade dos produtores regionais, que têm perfil de pequeno produtor.
 
Outra informação do governador é que o Estado está trabalhando na criação de um grande projeto com compra de peixes para merenda escolar. “O brasileiro come muito pouco peixe e isso começa na infância”, declarou.
 
IFC 2020 já tem data
O próximo IFC acontecerá de 16 a 18 de setembro de 2020. 
 
Neste ano, com o tema “Das águas ao consumo”, o evento teve o apoio das principais entidades do setor: Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquabio ), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar ), Associação Brasileira da Indústria da Pesca (Abipesca), Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca (Sindipi), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA),CNA/SENAR e Associação Brasileira de Supermercadistas (Abras).
 
As discussões tiveram o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO )e  do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Secretaria da Aquicultura e Pesca (SAP). Entre os apoiadores estavam ainda o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, ADAPAR, EMATER, e o apoio científico da UNILA, UNIOESTE, UFFS, UNIVALI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol.
 
 
Leia a cobertura completa da primeira edição do IFC na Seafood Brasil #31.
 

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