Manifestações e inflação impactam vendas de supermercados em SP

Manifestações e inflação impactam vendas de supermercados em SP

As mobilizações populares que tomaram conta do País em junho, e ainda persistem com menor adesão, foram uma das causas do desempenho negativo do varejo paulista em junho.

01 de agosto de 2013

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Crédito da imagem: Divulgação

Mais gente nas ruas, menos gente nas lojas. As mobilizações populares que tomaram conta do País em junho, e ainda persistem com menor adesão, foram uma das causas do desempenho negativo do varejo paulista em junho. Na comparação com maio, o faturamento real em mesmas lojas (abertas há mais de um ano) teve queda de 4,19%. Já as vendas nos supermercados paulistas apontam desaceleração, com crescimento de apenas 0,74% no primeiro semestre de 2013, quando em 2012 a expansão havia sido de 5,19%.

De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as manifestações foram responsáveis por uma quantidade menor de lojas abertas. "Portanto, isso afetou as vendas em alguma medida.", diz comunicado da entidade. Outro motivo elencado foi o fato de que a expectativa de vendas diante dos dias de jogos da Copa das Confederações não se concretizou. Com isso, e as vendas não foram impactadas de maneira positiva, conforme o esperado.

A associação aponta ainda a inflação e o menor ritmo de atividade econômica no Brasil como fatores influenciadores do poder de compra da população, o que afeta a decisão de consumo das famílias.  "Vale ressaltar que mesmo com o crescimento nominal do setor a inflação corroeu o faturamento do setor supermercadista neste primeiro semestre", diz a Apas.

Em outra comparação anual, por todas as lojas, houve elevação de 4,7% em junho em relação a junho de 2012. E no acumulado de janeiro a junho contra o mesmo período do ano anterior a elevação foi de 1,89%. O Faturamento Nominal dos Supermercados paulistas caiu em relação a maio, mas subiu na série anual tanto no conceito mesmas lojas (12,86%) quanto em todas lojas (15,06%).

A Apas avalia que os dados do primeiro semestre de 2013 estão diretamente relacionados ao comportamento das variáveis de emprego e renda, que ainda respondem bem. "A inflação é um fator que afeta todo o comércio varejista, incluído o setor supermercadista, que através da perda do poder de compra da população verifica um crescimento no volume de vendas em ritmo mais moderado do que em períodos de inflação estável", ressalta.

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