IV Encontro Noruega-Brasil aborda potencial brasileiro e tecnologias
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IV Encontro Noruega-Brasil aborda potencial brasileiro e tecnologias

Encontro de aquicultura mais uma vez foi organizado pela Peixe BR e a Innovation Norway

27 de outubro de 2020

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A Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR) estima que a aquicultura nacional deverá crescer acima de 10% nos próximos anos. Para concretizar as projeções, a colaboração com a indústria aquícola da Noruega apresenta-se como fundamental. Buscando apertar cada vez mais o laço entre os dois mercados, o potencial brasileiro foi debatido em paralelo ao uso de inovações e soluções digitais norueguesas no IV Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura.
 
Organizado pela Peixe BR e a Innovation Norway, a edição deste ano foi em formato virtual em um workshop e uma rodada de negócios.
 
“A aproximação com a indústria da Noruega é essencial para a gente continuar ganhando competitividade no mercado interno e externo”, comentou Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.
 
Medeiros também destacou a atuação da aquicultura brasileira com o Marco Regulatório de Licenciamento Ambiental nos Estados. Segundo ele, o Marco possibilitará a evolução do setor com sustentabilidade, o que deverá promover até 2025, mais de 3 milhões t/ano produzidas no Brasil. 
 
Roberto Imai, diretor da Divisão da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, lembrou que IV encontro acontece em uma época de instabilidade e problemas trazidos pela pandemia da Covid-19. Para Imai, agora é preciso “inovar para empreender melhor” e, para continuar em sua caminhada de expansão, o setor vai precisar apostar em outros sistemas. 
 
Mercado de oportunidades
As oportunidades para as empresas norueguesas no mercado brasileiro foram apresentadas pelo jornalista Altair Albuquerque, do Grupo Texto de Comunicação
 
Segundo Albuquerque, as projeções para a produção nacional de aquicultura indicam um aumento de 5% sobre 2019, ou seja, em torno de 830 mil toneladas de peixes de cultivo deverão ser produzidas até o final deste ano. 
 
 
Além das projeções de crescimento, o clima, a luz, o potencial da liberação das Águas da União e o mercado interno com 211 milhões de brasileiros estão entre os fatores favoráveis aos investidores internacionais e à produção aquícola brasileira.
 
O potencial da tilápia também foi debatido na apresentação. Atualmente, cerca de 110 mil estabelecimentos no País se dedicam a produção da espécie. Destes, apenas 1,5% investem em tanques-rede contra 84% produzindo em tanques escavados. Barragens e lagos em 12% e mais de um tipo com 2,5% dos investimentos.
 
Conforme o jornalista, neste momento, todas as 50 maiores empresas brasileiras de tilápia estão investindo em infraestrutura e em capacidade de produção. Algumas estão próximas a tornar-se grupos verticalizados. Ele também lembrou que a produção de tilápia no Brasil já vem avançando em tecnologia, com empresas  como a Genomar e AquaGenetics.
 
O potencial das outras espécies de cultivo também esteve na pauta: o crescimento do tambaqui, do pangasius e a retomada da carcinicultura.
 
Cases participantes
Entre os cases noruegueses apresentados, Hallstein Baarset da Waister AS trouxe aos participantes uma breve apresentação da empresa que foca em sustentabilidade e tecnologia no setor. 
 
A Waister mudou a ideia de economia linear para economia circular e passou a apostar na reutilização de resíduos e produtos laterais que eventualmente seriam descartados na aquicultura. O lodo, por exemplo, passa por um novo processo na empresa até estar apto a ser utilizado como biofertilizante no agro.
 
 
 
Outro case que esteve no evento foi a Spillfree, apresentado pelo CEO, Vidar Myhre. A empresa de tecnologia oferece ferramentas para reduzir o desperdício de ração durante a alimentação dos peixes nos tanques-rede.
 
Entre as empresas nacionais, a Tilabras apresentou seu crescimento e potencial de desenvolvimento na criação de tilápias no eixo São Paulo- Mato Grosso.
 
Juliano Kubitza da Fider Pescados, contou como a empresa que resolveu apostar em tilápia em 2009,  já está em ampla expansão no mercado nacional e internacional com a exportação de produtos para os EUA e países asiáticos.
 
Philip Jamens da Nofima, encerrou as presentação com o projeto internacional AquaVitae. Atualemente, o projeto está presente em 16 países e atua principalmente na promoção de uma aquicultura mais sustentável.
 
 
Créditos da Imagem: Texto/Divulgação

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