Estudo chinês coloca salmão importado como provável fonte de Covid
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Estudo chinês coloca salmão importado como provável fonte de Covid

CDC de Pequim voltou a apontar a transmissão do ambiente para o homem via salmão importado em Pequim

28 de outubro de 2020

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Um novo estudo chinês apóia a teoria que coloca o salmão importado como a mais provável fonte de surto de Covid em Pequim, em junho, apurou o Undercurrent News. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) de Pequim voltou a apontar a transmissão do ambiente para o homem via salmão importado contaminado como o mais provável fonte. 
 
A posição contradiz o que o CDC havia declarado em junho, quando negou que houvesse qualquer evidência ligando o salmão importado ao surto.
 
O veículo ressaltou que a novidade pode representar um novo golpe para os fornecedores de pescado ao país. O estudo, publicado em 23 de outubro, investigou as circunstâncias do grupo de casos de coronavírus relatados em Pequim em junho no mercado de alimentos Xinfadi (XFDM) da cidade.
 
Os esforços originais de triagem do CDC de Pequim testaram mais de 10 milhões de residentes da cidade, de acordo com o jornal, retornando 368 casos positivos. Destes, 169 casos tinham histórico de trabalho no mercado de Xinfadi. Investigações retrospectivas dataram o início dos primeiros sintomas de um paciente até 4 de junho.
 
Indo mais longe, o CDC descobriu que 20,9% dos funcionários que trabalham no porão da sala de negociação do mercado testaram positivo para o coronavírus, significativamente maior do que a média de 1,7% em outras áreas do mercado. As datas de início dos sintomas para os casos de porão também eram anteriores, sugerindo que a propagação havia começado a partir daí.
 
A partir daqui, os pesquisadores notaram que os casos dentro do porão eram altamente agrupados, especialmente em torno da seção de frutos do mar. Triagens de 3.294 visitantes entre 20 e 31 de maio retornaram cinco casos positivos para anticorpos contra o coronavírus, todos os quais visitaram o estande número 14.
 
Todos os sete funcionários do estande 14 também retornaram testes positivos (veja abaixo).
 
Nenhum desses funcionários havia estado em áreas de médio ou alto risco para COVID-19, levando a equipe de pesquisa do CDC a especular que o vírus havia sido contraído por rotas ambientais.
 
“O salmão foi a única mercadoria importada vendida no estande S14”, escreveu o CDC. “Examinamos todo o salmão na embalagem original lacrada no armazenamento refrigerado, localizado fora do XFDM, e seis das 3582 amostras foram positivas.” Cinco dessas amostras foram fornecidas pela mesma empresa não divulgada.
 
O estudo, que pode ser acessado na íntegra aqui, afirma ainda que a cepa do vírus encontrada no segundo surto é provavelmente de origem europeia.
 
Empresa responde
 
Em resposta, a empresa holandesa associada ao negócio relatou que é “100% impossível” que os produtos supostamente contaminados tenham saído de lá. A apuração é do Undercurrent News. A Kloosterboer, dedicada ao armazenamento refrigerado e logística, disse ao veículo que não envia frutos do mar para a China há mais de seis meses. Administração Geral das Alfândegas da China disse que as autoridades detectaram coronavírus em embalagens de frutos do mar do armazém Daalimpex Harlingen de Kloosterboer.
 
As autoridades chinesas também identificaram três navios de pesca russos como a fonte de embalagens de frutos do mar contaminados com o coronavírus.
 
Como resultado da descoberta positiva, todas as remessas da Daalimpex e dos três navios russos estarão sujeitas a um aumento nas inspeções de importação chinesas por uma semana. Depois disso, as inspeções de importação voltarão ao normal.
 
Isso aconteceu poucos dias depois que as autoridades holandesas pararam de emitir certificados de saúde para empresas que exportam frutos do mar para a China, também devido à pressão chinesa sobre as recentes detecções positivas. 
 
 
Preocupação e medidas
 
O caso registrado na China preocupa também a salmonicultura chilena.  Em abril, as empresas daquele país começaram a adotar  medidas para conter a Covid-19 nos centros de cultivo e evitar emergências sanitárias. Em entrevista à Salmonexpert, gerente geral da Multiexport Foods, Andrés Lyon falou que maior preocupação  era a saúde e tranquilidade dos colaboradores.
  
A produção da Salmonexpert estava operando a 100%, enquanto planta de processamento trabalha em 70% de sua capacidade. “Este último, devido aos protocolos de biossegurança implementados pela empresa, em prol de oferecer a nossos colaboradores um ambiente trabalho mais seguro”, frisou.
 
Já em junho, um novo surto de coronavírus na China, ligado ao principal mercado atacadista de Pequim (Xinfadi), mobilizou o noticiário sobre a doença. Os portais especializados em pescado cobriram amplamente o tema por conta do impacto imediato na indústria do salmão, o Undercurrent News, por exemplo, mostrou como a aduana chinesa estava detendo cargas de salmão para testes de verificação da presença de Covid-19.
 
Em comunicado circulado, a SalmonChile assegurou que o segmento procurava dar segurança aos trabalhadores e aos itens processados localmente diante da pandemia com protocolos adotados por toda a indústria.
 
 
 
Créditos da imagem: Pixabay
 
 

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