Especial PPM 2017: tilápia representa 58,4% da piscicultura nacional e PR lidera

Especial PPM 2017: tilápia representa 58,4% da piscicultura nacional e PR lidera

Espécie cresceu 18,4% em 2017 e manteve liderança em ranking das despescas

27 de setembro de 2018

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A espécie mais cultivada em todo o mundo repete a hegemonia no Brasil, segundo a mais nova versão da Pesquisa Pecuária Municipal (IBGE), publicada nesta quinta-feira (27/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tilápia correspondeu em 2017 a 58,4% de todas as espécies cultivadas na piscicultura brasileira, o que equivale a 283,2 mil toneladas - um aumento de 18% em relação às 239 mil toneladas de 2016. De acordo com o IBGE, os cinco maiores municípios no ranking de despesca da espécie foram também os cinco maiores produtores da piscicultura total: Nova Aurora (PR), Aparecida do Taboado (MS), Glória (BA), Morada Nova de Minas (MG) e Jatobá (PE).

No recorte das Regiões "tilapeiras", o Sul segue como o maior produtor, com 42% da criação nacional, seguida por Sudeste e Nordeste. Paraná, São Paulo e Minas Gerais, nessa ordem, foram os maiores Estados produtores, conforme a pesquisa do IBGE.

Já o tambaqui se consolidou no segundo posto de espécie piscícola mais cultivada, embora o IBGE tenha captado uma diminuição "significativa", para 18,2% do total do ano ou 88,5 mil toneladas. Com problemas de escoamento, a Região Norte diminuiu a produção mas ainda conserva a liderança, com destaque para Rondônia, Maranhão e Roraima. Amajari (RR) foi o município com a maior produção, seguido por Almas (TO) e Ariquemes (RO).



Ostras e mexilhões

Estabilidade total na produção de ostras, vieiras e mexilhões. A PPM 2017 mostrou uma variação de apenas 0,5% - a única oscilação positiva no estudo deste ano entre os grupos principais avaliados (piscicultura, crustáceos e moluscos) - com 98,1% da produção concentrada em municípios catarinenses.

A produção dos moluscos chegou a 20,9 mil toneladas em 2017 com Palhoça (SC), Florianópolis
(SC) e Bombinhas (SC) na liderança do ranking dos municípios mitilicultores.



Formas jovens

A carcinicultura brasileira demandou em 2017 em torno de 10,8 bilhões de pós-larvas de camarão vannamei, das quais 57,5% foram produzidas em laboratórios situados no Rio Grande do Norte (notadamente em Canguaretama). O Ceará concentrou 38,2% da produção, com a cidade de Aracati como o principal pólo produtor.

Já no caso dos alevinos de tilápia, as cidades de Paulo Afonso (BA), Toledo (PR), Nova Aurora (PR), Palotina (PR) e Rubinéia (SP) lideraram a produção desta forma jovem. No total, os tilapicultores consumiram 1,2 bilhão de alevinos, dos quais 25,8% foram produzidos no Paraná, 10,9% na Bahia e 10,2% em São Paulo.

Confira no infográfico abaixo estes e outros destaques da PPM 2017:

Clique nos ícones dos produtos aquícolas para ver os dados de produção da piscicultura, carcinicultura e mitilicultura de 2017 nos Estados. Veja ainda quais são os 20 municípios que mais produzem peixes, camarões, ostras e mexilhões, clicando nos ícones de estrela.

Elaboração: Seafood Brasil
Fontes: IBGE (Pesquisa Pecuária Municipal 2017) e PeixeBR (apenas piscicultura)

 

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